This blog is dedicated to my hobbies...Hamradio and the never ending restoring process of my Austin Cooper 1275 S MK1 (1965) and Austin Cooper MK2 (1968)...also something about the diabolic Steyr Puch 650 TR Europa that my brother owns. Hope you enjoy!
25 de outubro de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI 1965 (# 13)
18 de outubro de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI 1965 (# 12)
Tudo pronto para levar o Cooper ao alinhamento da direcção (MULTISHOP em Carnaxide, sempre feito pela mão sabedora do Sr. Rodrigues Cláudio)...O dia amanheceu com Sol, portanto as condições meteorológicas são propícias...caso chovesse pois a deslocação era adiada...estes carros não devem andar á chuva!

10 de outubro de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI 1965 (# 11)
antes de passar à próxima - e já com o 'olho' na 1ª saída para a rua para a tão desejada e necessária prova de estrada, destinámos uma tarde de Sábado à afinação de carburadores SU HS2 1" 1/4, o que para os 'pros' é canja mas para os amadores constitui um desafio, especialmente quando não se dispõe de equipamento de teste sofisticado, apenas conhecimentos e entusiasmo em fazer bem feito...
mil maravilhas e permite medir a depressão em cada carburador, toque final na afinação e essencial para o equilíbrio requerido. No final o conjunto ficou muito certinho e respondendo de imediato ao acelerador sem engasganços ou soluços como é costume...24 de setembro de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI 1965 (# 10)
Quando regressei a primeira coisa que fiz foi ir à garagem espreitar para baixo do carro...claro! lá estava de novo a mancha de óleo! Não pode ser!
Decidi então aplicar uma das técnicas industriais de detecção de fugas alargando a área de busca...mas como não tinha sprays de liquidos penetrantes em casa, tive de improvisar e o que me pareceu mais adequado à situação, foi a utilização dum shampô sêco para cabelo da Klorane (!) com o qual pulverizei toda a área suspeita e outras a montante, isto é, na zona do separador de óleo (demister).
Depois de aplicado, e passado algum tempo, foi fácil 'vê-la'...lá estava a mancha a iniciar-se na parte inferior do 'separador' como que vinda do 'nada'. A tampa da distribuição, desta vez, não teve culpa nenhuma!
Por um lado foi um alívio visto que já estava a supor cenários dantescos (bloco fissurado, relas soltas, etc...), mas do mal o menos porque o acesso é relativamente fácil. Desmontado o separador, confirmado o poro (!) com diluente, soldadura, teste, novo teste, e remontagem, até á data nada de novo! A existência da fuga nesta zona explica, em termos lógicos e anula todas as interrogações que se nos colocavam, isto é aparecer com o carter vazio, antes do motor ter trabalhado, etc...tudo certo.

Aqui cabe fazer um reparo quanto á decisão de ir resolvendo, em definitivo, os problemas á medida que eles vão surgindo, resistindo sempre à tentação de acabar tudo rápidamente a coberto da desculpa ' vamos deixar como está, pôe-se o carro no chão experimenta-se e depois resolve-se juntamente com outros problemas que entretanto se forem declarando'...é também uma estratégia, mas constato agora que a melhor solução é mesmo ( a não ser que os problemas determinem, por exemplo a desmontagem do motor) ir solucionando de imediato sem improvisos, duma forma definitiva e tecnicamente correcta, em suma sem desenrascanços.
Esta decisão deve-se á perseverança e paciência de M. em momentos de crise, o que novamente me surpreendeu pela positiva! Obrigado M.!

A lista de faltas vai ficando reduzida, resumindo-se a situações de pormenor já ligadas ao início dos 'ensaios dinâmicos' e aspectos legais/inspecção periódica: acêrto da altura do carro através da afinação dos Hi-Los da suspensão (adoptámos as cotas standard), reapertos gerais (tudo com chave dinamométrica, como sempre) , afinação de travões, etc. e montagem de acessórios 'obrigatórios', como retrovisor da época de fixação no friso da porta (da Holden Vintage), cintos de segurança da Britax iguais
aos da época (adquiridos em UK no Peter Copestick) que custaram uma quantia algo 'indecorosa'...etc. A 'coisa' vai tomando forma.
10 de setembro de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI (1965) (# 9)
5 de setembro de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI (1965) (# 8)
2 de setembro de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI (1965) (# 7)
Em 29-07-2008, primeiras voltas do motor , sem velas, só com o starter, para verificar se rodava bem e conferir a pressão de óleo...um olho no manómetro, ponteiro a fundo de escala (100 lb!), interrogámo-nos e demos por terminada a sessão, agendando '...temos de ver aquela mola e esfera...' (dispositivo que regula a pressão de óleo, que se deve situar nos 70-75 lb em carga)...
Em 02-08-20ó8 tudo a postos para a 1ª mise-en-marche...
Como em aeronáutica, 'pressão, contacto, gasolina, ignição...'... tudo correu bem, pegou à 1ª, trabalhar redondo, mas...uma espreitadela no manómetro confirma o ponteiro a fundo (demasiada pressão), e alguns segundos depois...pressão de óleo a zero! Parar tudo e começaram as interrogações sobre o que se teria passado já que não houve qualquer ruído anormal.
Rápido 'brain storming' e aplicação das teorias sobre 'resolução sistemática de avarias':
- manómetro avariado?
- tubo de ligação ao manómetro entupido?
- bomba mal montada?
- bomba de óleo inadequada para o motor?
- bomba de óleo mal ferrada? avariada?
- o 'tal' parafuso suspeito de aperto da bomba aliviado? junta partida/levantada?
- conduta de óleo no bloco com poros ou fissurada (o bloco tem + de 40 anos...)
- conjunto mola/esfera 'emjambrado' na sede?
- tubo de pesca fissurado ou rachado deixando entrar ar?
Iniciaram-se alguns testes (s/ velas) :
- sem bujão do sistema mola/esfera - óleo sai às golfadas mas com ar á mistura...
- este conjunto estava completamente livre (substituimo-lo pelo antigo)
- do tubo de ligação ao manómetro não sai nada!
- do bujão de ligação deste tubo ao bloco sai tb à s golfadas sem pressão...
Com a moral a 'zero' demos por encerrada a sessão e fomos de férias , com um aperto no coração...
Entretanto coloquei-me em acção e através da descrição do problema consultei vários 'especialistas' (A C Dodd, Keith Calver, John Kelly, Rui Abreu, etc) mas as hipóteses colocadas, para além da explicação teórica sobre o trajecto do óleo, não trouxe nada de significativo à lista que já tinhamos...apenas do JK que sugeriu um procedimento , rodar o motor no chão , só com o volante montado (com o starter óbviamente, porque apesar de não ter acesso á curva característica da bomba de óleo, certamente apenas a partir de certa velocidade ganhará pressão).
Encomendei as peças necessárias para a reposição após a reabertura e ... esperei o regresso do M....
No final de Agosto, motor fóra, desmontagens, e depois de aceder á bomba constatou-se que , aparentemente, bomba bem montada e OK, não havia alívio (visível) nos parafusos, junta OK...o mistério adensava-se...
Verificou-se a estanquecidade do tubo de aspiração da bomba (caso houvesse porosidades ou o tubo de pesca estivesse com problemas) e num estilo muito 'Macguyveriano', aliás ao melhor estilo 'Manuelino' !! lá se consegui confirmar que estava tudo OK e havia vácuo, portanto estanque.
Remontada a bomba (mesma) bem apertada, retirados os bujões do radiador de óleo e do cj 'mola/esfera', motor a rodar e...o óleo saía com bom caudal e sem interrupções! Aleluia!
Mas a dúvida subsistia sobre a origem do problema...
Aqui surgiu uma questão relacionada com a bomba antiga e a actual...a original Concentric #32421C (já descontinuada!) tem uma espessura entre faces de aperto de 33,40 mm e a actual (Kent) tem 28,9 mm...ora utilizando os mesmos parafusos (de muito má qualidade) verificou-se que só existiam 0,11 mm para aperto (com junta e anilha de mola)...poderia este facto ter ocasionado um aliviar da bomba em carga já que de facto a bomba não estava correctamente apertada??Mandei fazer novos parafusos com formato e aço especiais (foto) com comprimentos adequados e garantindo o aperto necessário (12,5 lb.ft) !
Remontou-se tudo, com a bomba nova (Kent) #KENOP3, nova junta de melhor qualidade e a nova parafusaria, verificando cuidadosamente se não havia obstrucções na aspiração e compressão, depois de bem cheia de óleo! Remontado todo o resto, efectuámos as mesmas verificações e o manómetro marcou constantemente cerca de 75 lb ! (Este) Problema está ultrapassado. Vamos continuar...
28 de agosto de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI (1965) (# 6)
funcionalidade mas diferindo da original no seu formato, por vezes em pequenos pormenores, mas que lógicamente também contam.
a detalhes de carroçaria e interiores) e visitas frequentes a 'industriais de materiais reciclados' (vulgo sucateiros), opção que me vai resolvendo alguns problemas mais bicudos, mas com custos 'obscenos' e peripécias negociais incríveis...27 de agosto de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI (1965) (# 5)
Pela dificuldade que encerra - para o leigo como eu - da empreitada de pintura constava também a colocação de forros no tejadilho, portas e laterais posteriores. Havia que fazer o restante .
Devo dizer que neste restauro tenho sempre como exemplo (de perfeição absoluta) um outro Morris Cooper MKI de 1966 dum amigo meu e totalmente restaurado por ele - e como tal mantenho sempre como elemento de consulta as centenas de fotos que tenho de praticamente todos os pormenores que fazem a diferença e caracterizam um carro original, a par da bíblia do Parnell, claro.
Aqui havia primeiramente que verificar cuidadosamente se estavam aplicados todos os suportes que requerem aperto pelo interior (motor do limpa pára-brisas, suportes do tubo do manómetro de óleo, etc,.), calafetar todos os buracos existentes e que tivessem ficado 'vagos' - e neste carro, devido ao passado desportivo havia os correspondentes ao Halda Twinmaster que tinha montado, que deixei em aberto... - aplicar, em toda a superficie de chapa, um feltro insonorizante (igual ao orginal e que não é fácil encontrar...) , tanto na parte frontal do guarda-fogo como no 'porta-luvas', não deixando qualquer parte da chapa á vista. Também tive o cuidado de montar previamente os tubos da chauffage, especialmente o de maior diametro, já que o seu traçado condiciona a posição do forro do lado do direito (passageiro).
Seguidamente , e sem colar (utilizando unicamente fita adesiva Tesa de dupla face), apliquei os forros propriamente ditos em Gold Brocade Grey, acrescentando nalguns pontos mais espuma para preencher espaços vazios, rematando tudo ,
e o resultado até ficou satisfatório. Porque este Golden Brocade é caro, aproveitei e guardei todos os pequenos retalhos para futuras intervenções. A parte mais difícil é rematar sob o friso do tablier de modo a ficar perfeito... 26 de agosto de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI (1965) (# 4)
A par desta situação também se colocava a questão do tipo de fixação de cada palavra 'Austin, 'Cooper' e 'S', visto que de acordo com os manuais, a utilização dos 'pinos' em plástico e principalmente a (má) qualidade dos emblemas da Mini Spares - que não tem, ao contrário dos fornecidos pela Mini Competition (Alto da Lixa)
os recessos necessários para que a cabeça dos pinos fique recolhida e deste modo o emblema quase que encosta á chapa - tem como resultado separar o 'lettering' da tampa da mala o que dá um aspecto péssimo e não está de acordo com o original.E assim foi. Através de várias boas fotos consegui estabelecer uma relação de escalas tendo como referencial pontos fixos da
carroçaria (bordo superior da tampa da mala e centro do respectivo fecho) , obtive as necessárias templates à esc. 1:1, que apliquei directamente na carroçaria, efectuando deste modo as furações nos sítios certos. O resultado é o que se pode observar nas fotos anexas.25 de agosto de 2008
Restauro - Austin Cooper S MKI, 1965 (# 3)
Sendo o distribuidor do Cooper S MKI, um componente
exclusivo (23 D4 40819 da LUCAS) , obtive um original em estado razoável, mas decidi mandá-lo para a firma H & H Ignition Solutions em UK, (http://www.h-h-ignitionsolutions.co.uk/), para o renovar completamente. Atenção aqui também pois estamos sempre a tropeçar com gente ... humm ... com uma concepção diferente da honestidade...mas o resultado final é bom.Recuperei e guardei todo o conjunto hydrolastic, just in case.
Havia que montar o servo freio, de acordo com o original...novamente voltei a mergulhar na literatura porque o servo-freio existente pura e simplesmente não estava ligado!

Dos USA vieram então uns croquis dum '1070' com umas fotos, o que conjuntamente com documentação enviada pelo Rich Hawcroft da Mini Spares, resolveu o problema.
As fotos mostram então o resultado final...A par doutras situações que aconteceram ao longo do restauro, e que continuam, pois este ainda não terminou!, verifiquei novamente que o conhecimento de determinadas coisas é muito empírico e baseado no ouvi-dizer... mas o certo é que tenho as templates necessárias! e o resultado foi o das fotos anexas !
Depósitos de gasolina...
Este topico parece deslocado...mas no entanto também aqui veio ao de cima o quanto há que estudar e ter uma 'costela' de alfarrabista ou rato de biblioteca, para se fazer um restauro a preceito!

Tendo decidido montar os 2 depósitos de gasolina, havia que saber qual o trajecto exacto dos tubos de ventilação dos depósitos, meio de fixação correcto á carroçaria e também o traçado do tubo de ventilação da bomba de gasolina, já que quanto aos tubos de alimentação não havia qualquer dúvida.

Restauro - Austin Cooper S MKI, 1965 (# 2)
Com a carroçaria no RB (entrou em 10-11-2005), iniciei ,em minha casa, a desmontagem de todas as partes mecânicas (com excepção do motor e caixa que deixei para mais tarde), dando prioridade aos charriots visto que para alinhar o frontal da carroçaria (que levou 2 guarda lamas novos) seria necessãrio o charriot dianteiro funcionando como 'jig' (tal como a grelha e bigodes).Aqui começou uma dúvida sobre a alteração para suspensão sêca (dry) em detrimento da suspensão original, hydrolastic (wet) ... situação que mais à frente referirei com detalhe... Separei todas as peças por categorias , limpando-as - nesta fase - superficialmente e guardando-as em caixas de plástico devidamente etiquetadas com a identificação precisa do seu conteúdo. Guardei tudo, e com isto quero dizer mesmo tudo, até ao parafuso porca e anilha e troço (mesmo velho e retorcido)...
Entretanto recebi da Mini Machine as peças encomendadas (cabe referir que o facto desta encª ser extensa não significa que a chapa estivesse má, mas por uma questão de perfeição optei por 'renovar', diversos elementos da carroçaria) - constatei depois que a qualidade de prensagem das peças , especialmente a frente 'S' é deficiente tendo requerido um trabalho adicional de bate-chapas para ir ao sítio... :
- 2 guarda lamas RH e LH
- 1 frente MKI original 'S'
- 2 embaladeiras correctas (com os 4 'vents' e não os 6 'vents')
- 2 suportes para o macaco
- 1 friso do tejadilho (esqº)
- 1 embaladeira traseira (barco)
- 4 frisos (2 dianteiros e 2 traseiros)
- 1 cx de bateria
- 4 cantos para cx de bateria
- 1 kit de montagem do depósito do lado dirº
- 2 dobra
diças (originais) da tampa da malaComo se vê as partes tradicionalmente críticas num Mini estavam muito boas, os fundos , portas etc.
Os charriots, depois de desempenados e protegidas as furações roscadas, foram decapados a jacto de areia, zincados por projecção e lacados (uma 'melhoria' relativamente à época) a preto.
Cabe aqui referir a história do depósito do lado direito (o do lado esquerdo estava impecável) ... tal como todos os que nos dedicamos ao restauro, por vezes, ainda que relutantemente, recorro ao e-bay...deste modo detectei um depósito original RH a preço razoável e adquiri...quando chegou, analisei , espreitei, tudo aparentemente impecável, tendo-o guardado na garagem á espera de vez..

Entretanto a carroçaria fica pronta de chapa e de pintura, de facto o trabalho final está bom, ainda que com alguns promenores a melhorar... Corpo em Tartan Red (RD9) e tejadilho em Preto (BK1) e jantes em Old English White (OEW), ainda que as minhas cores preferidas sejam o Surf Blue/Old English White ... mas resolvi manter o constante do livrete...
Como o ambito da intervenção no RB incluia também a parte eléctrica e estofador, adquiri,
respectivamente na Mini Spares (North - Rick Hawcroft) (north@minispares.com ) o feixe eléctrico ( exclusivo para o S MKI) e na Newton Commercial os interiores...Relativamente a estes, cabe referir que neste projecto a parte mais dispendiosa são os interiores, especialmente os do Cooper S MKI , podendo, sem grandes margens, ser preparadas cerca de 1.000 £ para o efeito...
A propósito, e fazendo eco de diversas opiniões, a qualidade dos 'vinyl' e outros materiais utilizados pela Newton Commercial já não são o que eram, incluso nas tonalidades...mas é o que há! Opinião abalizada dos membros do MCR - Mini Cooper Register (http://www.minicooper.org/), 'seita' elitista dos Cooper com sede em UK, e da qual faço parte, aliás tal como muitos distintos Portugueses que também sofrem desta doença... Identificação das peças e opções tomadas...
Partindo do princípio que temos um conhecimento profundo do carro antes de iniciar um restauro - diria que é condição 'sine qua non' - uma das prioridades foi identificar as peças que estavam no 'pacote'...aproveitando a estadia da carroçaria no RB fiz a identificação, estudei e tomei algumas opções, umas aconselhado, outras no silêncio da minha garagem, como convém, portanto, respectivamente , umas bem, outras menos bem...
Cabeça - era 12G940 (marcada 12G1805 SS na zona do termostato) em muito mau estado...sedes postiças, pelo menos num cilindro e eventualmente estalada entre cilindros (como aliás era habitual nas AEG163). Aqui - e mercê - da amizade pessoal que tenho com o Keith Calver
- este 'forneceu-me' uma cabeça das dele, com sedes em berílio para permitir a utilização de gasolina sem chumbo, trabalhada (camaras e condutas), nada de muito sofisticado que o carro não é para corridas...
Cambota - é uma 12G1505 (a EN40B já 'era'...) - aliás bate certo com a história que ouvi dum(a) das proprietários do carro. algures pelos anos 70, '...um dia apareceu-me um senhor de Almada que estava interesado no carro mas só por causa do motor...'. Portanto uma cambota em material EN16T forging, tuftrieded, creio que do Cooper S MKIII
Bloco - AEG312 thin flange.
Bielas - AEG 521F&P26 em material EN24V
Arvore de cames - Desconhecida...um dos casquilhos estava gripado, decidi meter uma nova com novos casquilhos, claro , da Piper (HR255 - o carro não é para corridas...)
Caixa de velocidades - 22A1288 , fissurada na base, portanto foi 'para o lixo'.Quanto à mítica 22G333 também há histórias para contar...
Inicialmente, e quando ainda confiava no e-bay (oh inocência!!) fiz uma busca e baseado no curriculum do 'seller' '251eng' , fixem por favor este nick name e caso possível afastem-se dele...optei por uma caixa 22G333 que - conforme constava da descrição da caixa no e-bay - se encontrava em bom estado e a necessitar apenas duma limpeza e revisão...Pedi ao a um nosso bom amigo residente em Londres que se deslocasse à feira onde o tal 'seller' tinha a caixa e solicitei-lhe que a enviasse para a MINIGEAR RZtransmissions do Rick Zagayevski (rick@minigear.co.uk), com quem entretanto tinha ajustado, felizmente, a revisão total da caixa, just in case...o meu 6º sentidoa funcionar ... o Rick telefona-me e diz-me que a caixa tinha o carter fissurado na zona do 'laygear' e os carretos estavam muito picados, R.I.P. ...
ponho-me em campo à procura do nome por detrás do '251eng' e consigo saber que ele é um tal Simon Naylor, guru dos S MKIII, e mecanico na Southern Mini Metro Centre...não há problema (eu queria era as minhas libras para o lado de cá, custasse o que custasse, nem que tivesse de lá ir...) e telefonei para a empresa, disse - a quem me atendeu - o que queria e porquê (!) - e falei com o dito, que muito mansinho me devolveu a massa no dia seguinte. Ainda perdi o custo do trabalho do Rick, mas enfim...
Reconheço que tive sorte!
Bom, mas estava na estaca zero... não tinha a caixa correcta ... e ironias
do destino, mercê das diligências do amigo EP arranjei-a a cerca de 2 km da minha casa...foi toda reconstruída, por mãos sabedoras e pacientes ajudado aqui pelo escriba - substituídos todos os rolamentos, sincronizadores, veios ,etc.
Restauro do Bloco
Sendo o bloco um AEG312, ainda que 'thin flange', tive alguma ponderação da escolha que fiz quanto 'em que mãos colocar o dito' (esperemos que não me tenha enganado hi hi).
Profissional do sector metalomecânico há muitos anos, decidi enviar para a JOCA, em Lisboa, em Junho 2006.
Decidi mandar facejar ligeiramente o bloco por cima para erradicar rastos de algum 'exagero' anterior, aproveitar os pistons (0.40) com segmentos novos, mandar fazer uma limpeza aos cilindros, meter todas as relas novas, bomba de óleo nova
(a anterior era a original
CONCENTRIC 32421 C de 3 pernos) mas de 2 pernos - o que obrigou à abertura do furo adicional no bloco - alinhamento da cambota com construcção de novas anilhas de compensação axial, capas novas, capas de bielas novas, novos casquilhos para a arvore de cames - que foi nova e da Piper (HR255) - reequlibragem do conjunto biela/piston já que as diferenças de pêso eram notórias (estavam já no limite do aligeiramento ,mas havia sido um trabalho muito mal feito) . Utilizei só pernos ARP.
Relativamente à bomba de óleo é pena que já não estejam disponíveis no mercado as do tipo Hobourn-Eaton (originais), visto que a qualidade das actuais é má, e , aparentemente, vem tudo do mesmo sítio... portanto se comprarem de 'marca', provavelmente estão a pagar 4 ou 5 vezes mais e a qualidade continua a mesma.
No final todo o conjunto móvel foi realigeirado e reequilibrado dinâmicamente.
